terça-feira, 26 de agosto de 2008

Existem pessoas que mesmo sem as conhecermos conseguem tornar a nossa vida um inferno e conseguem deixar-nos totalmente transtornados...

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Hoje tive uma pequena/grande lição de vida...alguém que na sua vida já sofreu de maneiras indíscritiveis e que já bateu no fundo do poço. Alguém que já foi um farrapo, alguém que na sua vida perfeita não tinha nada... alguém que viu tudo o que lutou na sua vida e tudo em que acreditou desmonorar-se à sua frente, sem poder fazer nada, ou já sem forças para fazer nada... Conta-me coisas que nem acredito ser possíveis... Alguém a quem todo o desespero afectou a saúde de forma irreparável...

No entanto, alguém que neste momento apresenta uma força extraordinária e que acredita que a vida é a melhor coisa do mundo. Que dá valor a todas as pequenas coisas que tem. Que ri e sorri a contar os momentos mais tristes da sua vida. Que nos oferece tudo o que tem e até o que não tem. Que tem sempre uma palavra compreensiva. Alguém que fui conhecendo ao longo dos anos e neste momento só posso achar que uma das maiores lutadoras que conheço... alguém que dá valor à vida... mesmo com toda a dor que esta lhe trás...

Quando falamos com ela trazemos uma energia nova e pensamos que, se calhar, as ninharias que nos afectam no dia a dia talvez não sejam assim tão importantes...

Faço aqui homenagem a todos aqueles que amam a vida e as pequenas coisas que esta nos dá! Porque por de trás da nuvem negra... está sempre lá o SOL!

Por isso... let the sunshine in!!!!

SEJAM FELIZES!!!


quarta-feira, 13 de agosto de 2008

E venha a 5ª...






Acabei ontem a 4ª... contigências da hora e do trabalinho...

A summer day... with my little little girls!









Joana: O orgulho da madrinha
Ana Isabel: A menina com o meu nome
Inês: A menina das "Bórculos"
Ana Rita: A mais velhinha

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Dia 3 - Pádua e Pisa

Começamos o dia a viajar para Pádua, cidade pacata a qual gostei muito. Muito simples, mas muito, muito bonita. Fomos visitar a catedral de Santo António de Pádua (esse mesmo, o de Lisboa, no qual a gente come sardinhas e bebe umas bejecas) ou Fernando de Lisboa, como se quiser.
De notar que estão nesta catedral expostos o maxilar e a língua de Santo António, pois considerava-se que este senhor era um bom falante (toda a gente se lembra do célebre sermão de Santo António aos Peixes.)
Foi também nesta cidade que assegurei o meu trauma italiano… Fomos a um café, com bastante bom aspecto para ir ao wc (tendo, obviamente de comprar umas águas, porque, sem consumo, não há xixi para ninguém) e não é que me ia dando um treco quando me apercebo que os wc não eram mais do que um buraco no chão???? E eu na minha inocência a pensar que aquilo seria uma das portas e que na cabine seguinte estaria a bela de uma sanita, tal como acontece nas casas de banho da estação de camionagem de Fátima… ora pois outro buraco no chão me sorriu com ar de gozo, provavelmente pela minha cara de parva. Chego à feliz conclusão que a Nossa Senhora é mais asseadinha que o porquinho do Santo António…
De tarde fomos a Pisa onde fomos invadidos por vendedores ambulantes de raça negra a venderem-nos rolex e outros que tais, bastante atrevidos e chatos, sempre a nossa volta tipo moscas…bastava estarmos sozinhos(as) e eram imeeensoosss, estavam em toda a parte, parecia a feira do chocolate em Óbidos.
Pisa… é mau. Muito mau. Só interessa mesmo o pequeno centro histórico (torre, catedral e baptistério), que é realmente muito bonito, mas o resto é realmente uma trampinha.
Fomos para Florença, onde ficamos em outro hotel.
Dia 3, ponto final.


Catedral de Santo António em Pádua


Visão geral de Pádua


Catedral de Pisa


Torre de Pisa

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Dia 2 - Veneza

A Desilusão

É verdade meus queridos… a desilusão. Nada em Itália me desiludiu mais do que Veneza. Bom, talvez até esteja a exagerar, porque se calhar pus as expectativas altas demais e terá sido esse o problema. Eu sei que realmente é uma cidade única, porque é das únicas do mundo construída sobre a água, com talos de madeira e barro que a suportam, é bonita, mas não é esplendorosa. Não é uma Paris. Não é nem mesmo uma Roma. Mas, claro, esta é a minha humilde opinião. Talvez quando lá voltar, ou se lá voltar, mude de opinião.
A praça de São Marcos é bonita, mas… sei lá…não sei explicar. Talvez tenha sido do calor tremendo e dos milhares de pessoas que lá estavam (bem dizia o meu pai, respiramos à vez senão não há ar para todos), mas não consigo sentir euforia nas recordações de Veneza. Se calhar, porque a saudade falou mais alto, mas isso foi uma constante em toda a viagem, mas é certo que em Veneza, a saudade dói mais.
A viagem de barco ate lá foi bastante agradável, não enjoei ao contrário do que costuma acontecer, aliás não enjoei em nenhuma viagem de barco, portanto temos um trauma ultrapassado!
Andamos de gôndola, uma passeio curtinho, mas que chegou, pois a modos que digamos, que ia um cadinho aterrada com o abananço daquilo, pois a Lebasi sabe nadar tão bem como uma pedra. E digamos que também o cheirinho daqueles canais não dava grande vontade de uma banhoca.
Na parte da manhã visitámos ainda a fábrica do vidro de Murano. Vimos uma demonstração da moldagem do vidro para fazer uma peça deste vidro, à qual a minha mãe se vira e diz que aquilo ela já tinha visto há muitos anos na fábrica da Marinha Grande; não sei se será bem assim, mas se a minha mãe o diz, que sou eu para a contrariar. Só sei que neste vidro, um solitário do tamanho do meu dedo custa 35 euros, de ser por ser feito em Veneza e levar taxa por isso só pode, eheheh. E tivemos uma “guia”/ vendedora brasileira que ia dizendo os preços das peças que ia mostrando, do género: “olhem para este conjunto, são apenas 70 euros!!!! É um desconto extraordinário”. Ora, éramos todos portugueses, por isso, lisos, como é normal e fazíamos todos uns sorrisos amarelos consoante ela ia falando, tanto que chegou uma altura que ela disse: “Vocês não são muito divertidos pois não?”. Está se a perceber que para esta senhora ser divertido é ter dinheiro. Foi mesmo giríssimo.
Fui à catedral de São Marcos e ao museu de Veneza. Digamos que na Itália, supostamente o país mais religioso do mundo, existem certas regras na entrada nas igrejas: nada de calção ou saia acima do joelho, nada de decotes nem cavas, nem alças, nada. Tudo muito bem tapadinho. O interessante é ver a hipocrisia desta medida, uma vez que houve poucas igrejas onde eu entrasse que não estivesse uma barulheira no seu interior e as pessoas actuassem como se estivessem num café…coisa triste. Não há o mínimo de respeito pela oração.
Almoçamos e jantamos em Veneza. À noite é realmente bonita. Tenho pena de não ter ficado mais tempo à noite, podia ser que tivesse mudado de opinião.
Nada mais a registar.





Praça de São Marcos


Praça de São Marcos


Viagem de gôndula

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Itália Fantástica- o relato

Bem, vou fazer um pequeno relato da minha viagem até às Itálias, como é óbvio não vou escrever tudo ao mesmo tempo, até porque não consigo, mas vou fazendo vários posts ao longo do tempo com os vários dias que lá passei... espero que gostem :)



Dia 1
Milão e Verona – a chegada

Ora antes de mais não posso deixar de referir a bela hora de acordar, ou seja, 4 da matina, upa upa, que estou extremamente feliz!! Nem a saída um pouco mais tarde a fazer um cagaçal na rua com as rodas do trólei, mas quero lá saber: olhem para mim, vou para ITÁLIA! O belo do autocarro até ao campo grande (de notar que as 5 da manhã num Domingo já se encontra uma gente considerável a andar de autocarro… Meus amigos, Lisboa é Lisboa… e eu que venho da parvóooooonia). Táxi até ao aeroporto, check in, avião, mãe zen à custa do anti-histamínico, estamos todos contentes!
Chegada ao aeroporto de Milão por volta do meio-dia onde nos esperava uma guia espanhola (blhack, blhack, cospe, cospe), Laura Garcia. Mas pronto…tenho de admitir que era uma criatura muito agradável, chegando mesmo ao ponto de ser fofa, cuchi cuchi. (De notar que a única coisa de bom que os italianos tiveram foi tornarem os espanhóis mais agradáveis, em detrimento de eles próprios, allez Espanha allez! Já não fico tão triste de terem vencido a Itália!) Ao longo da viagem o nosso carinho por ela foi aumentando, por tudo o que ela fez por nós, constantemente preocupada, bem-disposta, carinhosa, divertida, e portanto, uma moça às maneiras. Aqui, em Milão estivemos ainda à espera de pessoas de outros voos do Porto e de Lisboa para que se juntassem a nós. Almoçamos Pizza e isto é deveras um facto importante, considerando que foi a única vez que comi Pizza em Itália! (Também comi no dia em que voltei para Portugal, novamente no aeroporto, mas no de Roma, só que aí era tão mazinha que os meus mecanismos de defesa mentais não mo permitem relembrar).
Finalmente partimos no nosso fabulástico autocarro de 2 andares a caminho de Verona, cerca de 2 horas e meia de viagem, a cidade do amor, de Romeu e Julieta, que afinal existiram mesmo, mas é curioso que Shakespeare nunca lá tenha posto os penantes para o saber. Dizem as más-línguas que já existia uma história semelhante escrita por um italiano e que digamos que o Sr. Shakespeare, Shake para os amigos, a plagiou. Mas isto são as más-línguas…espanholas. (Cá para nós, a Laurinha gostava tanto dos italianos como eu gosto de coentros). Assim, para além de uma visão geral da cidade, bastante bonita, por sinal, analisámos a fortaleza, as escavações das ruínas romanas e claro, a casa da Julieta.
O mais interessante da casa da Julieta eram mesmo as paredes todas pintadas e escritas, cheias de corações com nomes dentro, mas de tal forma que já não se vê a tinta da casa. Só rabiscos, rabiscos e mais rabiscos. No hall externo da casa (não fomos ao interior porque, obviamente, se tinha de pagar uma pequena fortuna) temos a célebre varanda e o muro pelo qual o Romeu subia para ir ter com a Juli, cantava para ela e que também levava porrada dos criados dela. Tínhamos ainda a estátua da Julieta onde, como dizia a Laura, se tinha de tocar numa parte da sua anatomia pois dava sorte. Aummm, parte da anatomia que afinal…era a bela da mama! Bem polidinha por sinal com tanta mãozinha que já por lá passou. Eu não sou nada supersticiosa e nem gosto nada destas maluquices mas dei um pouco largas à lésbica que há em mim e fui lá apalpar a mama à rapariga. Já estou a ver os gajos a fazer disto técnica de engate: “Olha lá, eu ando um bocado azarado, posso-te apalpar a mama que dizem que dá sorte?”. Enfim… o degredo.
Depois da mama apalpada, partimos de caminho a Veneza, onde ficamos num hotel nos seus arredores (no entanto, mais perto de Pádua do que outra coisa), numa espécie de estância termal, muito jeitoso. Fiquei a descobrir que o grupo tem muita gente do norte (gente boa, portanto) e muitos professores (nãaaaao, mais Sócrates nãaaaooo!!!! Está claro que as conversas fizeram-se à voltas de projectos educativos e coisas do género porque esta gente é muitíssimo original, tenho 2 em casa sei bem como é).
Ao jantar provei o tradicional rissoto, que consiste numa merda de uma salada de arroz e pickles (OMG)).
Caminha, que no dia a seguir se levanta cedo!
Ah, de notar que todas as vezes que saí um pouco à noite em Itália, estavam sempre, no mínimo 35 graus. Um forninho constante… e eu que gosto tanto do calor :S …




A bela da Julieta


As paredes da casa da Julieta


A praça central de Verona